sábado, 27 de agosto de 2016

O que eu sou afinal?

Eu sempre quis ser a poesia de alguém
Que alguém se inspirasse em mim para compor versos ilustres
Nunca imaginei que me tornaria o poeta
Que encontraria minha poesia em alguém


Hoje eu encontro poesia em tudo
Existe mais poesia dentro de mim do que eu desejo
Não sei se me tornei a poesia
Ou se a poesia se tornou eu


Mas como sei que nunca vou encantar pessoas o suficiente com minhas palavras
Do que a poesia é capaz de encantar e moldar em séculos
Vou dizer que sou um resquício de poesia que se perdeu do verso hoje inerte


Pois queria dançar
Dançar pela alma das tantas almas vazias e transbordadas
Sou uma letra da palavra de um dos tantos versos

Que fazem parte de uma das imensas estrofes
Que compõem o mundo da arte
E essa letra queria ser livre
Queria passear pelos outros tantos versos
A fim de encontrar letras que criariam com ela uma palavra usual
Uma letra que está vagando pela poesia inerte...
Uma poetisa que se tornou a poesia
Ou uma poesia que assumiu papel de poeta
(Ana Miloch)

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